E se for verdade?
21 de Junho de 2013
A seguir, apresentarei uma análise dos
últimos acontecimentos com meu ponto de vista. Não me identificarei mais, pois
já não me sinto seguro. Peço para que os links postados sejam vistos e lidos,
caso ainda não tenham sido, no momento em que você o encontrar ao longo do
texto. Isso dará sentido e ordem cronológica ao meu pensamento.
Nos
últimos dias, diversos colegas têm se manifestado de maneira um tanto quanto
silenciosa e suspeita em redes sociais, principalmente no Facebook. É como se
pressentissem algo (sem saber o que) a partir de observações, dados e leituras das
mais variadas possíveis. O que parecia ser uma onda positiva de avanço popular,
em questão de 24 horas, para mim, virou uma verdadeira Teoria da Conspiração ao
qual eu compartilho para também entender se estou louco ou não. Espero que sim,
como tantos outros. Espero que não passe de Teoria.
A
história toda teve início com o MPL, como sabemos. Um Movimento interessante,
digno, que aceita outras bandeiras por uma razão comum, existente desde 2005,
que teve cada vez mais adeptos nas últimas semanas, devido à indignação dos
atos policiais crueis somados à vontade coletiva de sair de um poço cada vez
mais fundo de lama. Digo “lama” pois são várias as esferas já clichês que
atingem negativamente um cidadão brasileiro: má qualidade na educação, alto
custo para garantir a saúde familiar, baixo retorno financeiro perante tantas
horas semanais de trabalho, (além das horas extras), impostos muito bem pagos
mas extremamente mal retornados, etc.
Até
pouco tempo, apoiava toda a mobilização nacional, achava lindo ver nossa
juventude saindo às ruas. Primeiro, pela causa da tarifa, assumida
nacionalmente. Depois, já era falado em PECs 33 e 37, saída do Renan Calheiros
da presidência do Congresso Nacional, corrupção aprovada como crime hediondo.
Há, inclusive, aquele vídeo do Anonymous (http://www.youtube.com/watch?v=v5iSn76I2xs), que vários já viram, falando das cinco
próximas causas a serem reivindicadas pelo brasileiro. Pessoas de diferentes
faixas etárias assistiram e passaram a apoiar uma mobilização que uma semana
antes era reprimida por qualquer indivíduo com mais de 45 anos. As mídias
mudaram de lado (não digo que elas fazem parte de algo ou não, mas apoiam
sempre o lado que parece ter a corda mais forte) e passaram até a convocar as
pessoas no mote “Vem Pra Rua”.
Até
aí, tudo bem. Parecia ser um movimento ganhando a população. Tudo lindo, caras
pintadas, bandeiras hasteadas em tantas praças diferentes, aquele simbólico
prédio na Avenida Paulista que, atualmente, passa a animação da bandeira do
Brasil, o Hino Nacional cantado com veemência, etc. Lindo mesmo.
E
então chegou o dia 20 de Junho de 2013. Ao redor de uma paz periférica, estava
algo – ou alguém – ainda não explicado, internamente, que servia de antimatéria
para toda a mobilização: bastaria uma faísca lançada para iniciar uma revolta
não pacífica, verdadeira rebeldia popular. E o pior: divulgando causas tão
abrangentes que não poderiam ser chamadas de causas, mas apenas de direito de
todo ser humano. Gritos contra o aumento da tarifa agora eram gritos contra o
Governo. Quem, especificamente, do Governo? Algum partido? Bandeira? Não faço
ideia. Outras placas tinham tanto humor que mereciam estar em livros de piadas,
não no meio das pessoas em busca de um futuro melhor. Enfim, num dia estávamos
organizados pela mesma causa e, no outro, sequer sabíamos por que estávamos
indo às ruas (vale dizer que concordo com aqueles que exigem um futuro melhor,
só acho que faltou um redirecionamento popular desde a revogação da tarifa em grandes
praças).
Ao
decorrer da noite, algumas pessoas chegavam em casa felizes por mais um dia de
protesto. Outras já reclamavam da paralização sem causa concreta. Mas o pior
começou a aparecer em redes sociais, em formas de aviso, e a mídia começou a
divulgar que eram vários os lugares cuja revolta havia se tornado ato de
violência, por vários indivíduos quase sempre mascarados. Indignado, postei na
minha página algo como “Ataquem a casa dos políticos corruptos, não a rua!”. Diversas
pessoas do meu círculo social curtiram a frase, que agora percebo ser sem nexo
e, ao mesmo tempo, errada.
Foi
então que três pessoas, um pouco mais atualizadas, me passaram o relato “Está tudo tão estranho. E não é à toa.”
(se você ainda não leu, leia até o final antes de continuar, com muita, muita
atenção: https://medium.com/primavera-brasileira/dfa6bc73bd8a). Disseram que era bom eu ler o
quanto antes, independente de qualquer opinião até o momento. Foi o que fiz.
À princípio, achei quase emocionante de tão parecido com filmes de ação norteamericanos. Não achei possível que fosse verdade: ao meu ver, era apenas um conto à la Goosebumps. Mas o relato já me foi passado com outro link na sequência, referente à uma pesquisa online feita há pouco tempo pela DataFolha. Veja aqui: http://www.brasildefato.com.br/node/13304.
Ok. Estranho, mas nada de relacionar a unha do pé com a carne da mão, certo? Certo.
O problema é que hoje, 21 de Junho de 2013, recebi novos textos e notícias um tanto quanto assustadoras. Minha cabeça não quer fazer a relação que está fazendo, mas é inevitável. Vamos lá: leiam na íntegra esse próximo texto, referente aos infiltrados no MPL (suspeitávamos disso desde o princípio): http://mcaleb.blogspot.com.br/2013/06/relato-de-como-descobri-os-infiltrados.html#.UcSBbudwqqj.
Então
sim, temos infiltrados na mobilização jovem nacional. E não são baderneiros,
são pessoas organizadas e de organizações que, por ora, não sabemos quem são ao
certo. Mas começo a suspeitar depois de ligar alguns fatos.
Centenas de milhares de pessoas confirmaram a
participação no evento “GREVE GERAL –
Vamos mostrar quem manda nesse país.” (https://www.facebook.com/events/265669990238376/?ref=3),
mas começou a rodar no Facebook que o criador desse evento é um apoiador de um
partido ainda inexistente chamado PSPC – Partido da Segurança Pública e
Cidadania. Até o final da tarde de hoje, a foto do seu perfil do cidadão era o
próprio portando uma arma, eu vi, mas ele já mudou essa imagem. Por que? Vale
dizer que o indivíduo é declaradamente à favor do armamento pessoal (https://www.facebook.com/campdoarmamento).
Guardem na memória esse evento organizado por ele.
Além
disso, houve um vídeo divulgado em nome do Anonymous (organização pró-evolução)
que soou bem estranho para MUITA gente. O vídeo incitava a ordem nacional, a
tomada do poder pelo público através da revolução, a união de um poder popular
único acima de tudo, etc. Quem acompanha a iniciativa Anonymous sabe muito bem
que o vídeo não tem a identidade do grupo (veja o vídeo estranho aqui: https://www.facebook.com/photo.php?v=603100679724114&set=vb.153985948047112&type=2&theater).
Mas
até aí não há nada com nada, certo? Como diabos pretendo relacionar tudo isso
com uma possível Teoria da Conspiração Militar?
Bom,
direto ao ponto. Após ontem, muitos disseram que os discursos e atos violentos
de patriotismo superficial, ouvidos e cantados durante a ida às ruas, são
extremamente parecidos com os brados entoados na década de 60, quando o
Militarismo assumiu o Governo e fez do povo o maior espectador de alguns
próximos anos em regime de ditadura ao País. Voltando à atualidade, incrivelmente,
o dia 20 de Junho de 2013 foi justo aquele em que as manifestações ao redor do
Brasil tomaram proporções que ninguém (a maioria, pelo menos) gostaria de ver:
violência, depredação, saques e brigas. Resultados: mortes e um diferente tipo
de incêndio nos corações jovens. O que era um ato de evolução pacífica
tornou-se um ato de vandalismo regressivo. O ódio foi implantado como
alternativa para aqueles jovens idealistas que não sabiam por onde começar. E,
conforme lido nos links anteriormente, há, de fato, “gente” manipulando jovens
e jovens sendo manipulados.
Eis
que, dando uma pesquisada no que a mídia fala, encontro mais duas notícias
recentes, intrigantes, no mínimo. A primeira delas, divulgada no dia 02 de
Junho deste ano no portal Ceará em Rede, refere-se ao mais novo heroi nacional,
aquele que lutou bravamente contra o mensalão e os mensaleiros e se tornou um
ícone popular: o excelentíssimo Joaquim Barbosa. Inexplicavelmente, o General
José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República,
decidiu direcionar os melhores e mais bem preparados oficiais da inteligência nacional
para acompanharem o ministro também durante o dia. E o mais aterrador, foi uma decisão tomada sem o conhecimento da
Presidência da República, Ministério da Justiça e Polícia Federal, que são
os órgãos responsáveis por esse tipo de competência. Na hora, veio à minha cabeça que, junto à
Barbosa, esses mestres da inteligência nacional fariam (ou continuariam a
fazer) um plano para derrubar o atual Governo brasileiro. Mesmo que não seja
isso, por que um oficial dos mais altos cargos militares, conhecedor das Leis,
faria isso sem o conhecimento dos nossos Governantes? Reflita. Aqui está a
notícia oficial: http://www.cearaemrede.com.br/2013/06/exercito-decide-dar-protecao-joaquim.html
Para
finalizar essa análise, uma última notícia, digulgada pelo G1 (da Globo), informa
que, no dia 06 de Junho de 2013, foi aprovada por uma comissão especial (?) de
deputados e senadores um texto que regulamenta o procedimento eleitoral no caso
de ausência por qualquer motivo (inclusive morte) do Presidente e
Vicepresidente do Brasil. O projeto torna obrigatória a convocação de novo
pleito (governantes) em um prazo de até 48 horas após a conclusão de ausência
dos representantes em vigência, e os partidos devem apresentar seus candidatos
para serem eleitos independentes da opinião popular.
O
projeto foi proposto pelo senador Pedro Taques (PDT-MT) e aprovado pelo senador
Romero Jucá (PMDB-RR). Ainda será necessário passar pela Câmara e pelo Senado,
mas eu, sinceramente, já não duvido de mais nada. O link do G1 é: http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/06/comissao-regulamenta-eleicao-em-caso-de-vacancia-da-presidencia.html
Vamos concluir?
Para
mim, a arapuca está armada:
-
Temos um novo heroi nacional, dentro da Justiça brasileira, o ministro Joaquim
Barbosa, responsável pelo julgamento da maior fraude financeira da história do
Brasil;
-
Temos uma Lei recente em partes já aprovada indicando uma possível expectativa
de ausência dos atuais Governantes;
-
Temos um alto cargo do Exército nacional direcionando seus melhores homens à
proteção ilegal e não legítima do próprio sr. Barbosa, heroi da nação;
-
Temos “infiltrados” militares na mobilização social incitando jovens de classes
altas superficialmente revoltados com a situação do País a iniciarem atos de
rebeldia e violência contra patrimônios. Isso influencia outras pessoas com o
mesmo perfil e atinge também outras classes populares.
Ok,
mas, afinal, quando seria isso?
Lembram-se do evento “GREVE GERAL” que comentei acima, organizado por um possível
militante? Então, a tal da paralização coletiva ocorreria no dia 01 de Julho de
2013. Parece-me uma boa data para ser o próximo feriado nacional!
Mais
uma vez, espero estar louco o suficiente para exagerar muito em algo que não é
nada. Isso que não entrei na parte da mídia ou dos poderes cedidos e tirados
dos setores políticos por causa das PECs 33 e 37. Pesquise sobre isso também, é
fácil relacionar com o que disse acima.
Enfim,
formem suas próprias opiniões.
Obrigado.